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Adolescentes já representam 8% das cirurgias plásticas no País

O Brasil é considerado o berço de modelos e mulheres lindas que todos os anos se destacam nas passarelas internacionais. Meninas ainda na puberdade e vivendo as mudanças da adolescência, cada vez mais, buscam a beleza perfeita, e para isso não abrem mão de maquiagem, escova progressiva e cuidados com o vestuário, mas é grande o número de adolescentes que, além disso, recorrem à cirurgia plástica. Entre setembro de 2007 e agosto de 2008, 50.320 jovens de até 18 anos passaram por algum tipo de cirurgia plástica.

 

A nova geração de candidatas à perfeição estética exige pouca gordura localizada, simetria no rosto e  curvas arredondadas. “O Brasil é o país onde se tem mais adolescentes se submetendo a cirurgias plásticas porque é um país cosmopolita e tem um padrão de beleza no qual o corpo é muito importante, o que leva ao aumento de cirurgias – explica o cirurgião plástico Dr. Antonio Graziosi.

 

Os preços mais acessíveis, ofertas tentadoras com formas de pagamento variadas, o aumento do número de médicos na área e as mulheres expostas nos veículos de comunicação como um tributo aos padrões atuais de beleza impulsionam a incorporação do fenômeno do culto à aparência ao universo teen e ajudam a criar o desejo de realizar intervenções cirúrgicas, nem sempre necessárias. Algumas famílias também enxergam o trabalho do cirurgião plástico como algo mágico, um profissional capacitado para dar um novo corpo ao adolescente, e incentivam a cirurgia, sem se preocupar com todos os cuidados necessários. Alguns pais, porém, se preocupam muito com o pedido dos filhos, e se sentem perdidos ao ouvir o desejo de mudar algo na aparência através da plástica.

 

O adolescente é informado, tem necessidade de ser aceito no seu próprio meio, e a beleza acaba sendo fundamental. Mas, antes da cirurgia, é preciso ver o que ele busca. O médico deve avaliar se a plástica é apenas um capricho que poderia ser resolvido com exercícios físicos. O pós-operatório é, muitas vezes, ignorado pelos adolescentes, que só percebem a seriedade do procedimento após a cirurgia. Alguns pais alertam os filhos para todos os fatores envolvidos no procedimento, atentos a impulsividade típica da adolescência. A família tem grande influência nessa hora, geralmente quando as mães são vaidosas e já fizeram intervenções estéticas, as filhas seguem o mesmo destino, essa é uma tendência constatada pelos cirurgiões.
NÚMEROS

– Em 1994, foram registradas cerca de 100 mil cirurgias plásticas no Brasil. Entre 2007 e 2008, o número cresceu mais de seis vezes: estima-se em 629 mil o número de procedimentos (73% deles estéticos).

– No Brasil, 8% das cirurgias plásticas estéticas são feitas por pacientes de até 18 anos.

– Entre setembro de 2007 e agosto de 2008, 50.320 adolescentes fizeram alguma cirurgia plástica estética no país.

– Em 1994, foram registradas cerca de 100 mil cirurgias plásticas no Brasil. Entre 2007 e 2008, o número cresceu mais de seis vezes: estima-se em 629 mil o número de procedimentos (73% deles estéticos).

– Pela primeira vez, o aumento de mamas ficou na preferência das pacientes (21%), seguido da lipoaspiração (20%) e da plástica de abdômen (15%)

Fonte: pesquisa Cirurgia Plástica no Brasil, da Datafolha, divulgada em janeiro deste ano

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